Regina Menezes

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  Regina Menezes
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"Dentro de mim a arte foi crescendo e o jornalismo diminuindo. Chegou um momento em que eu tive que escolher. Sempre fui movida a desafio, e como fiz de tudo como jornalista, queria me entregar a novas descobertas. Hoje, a pintura, escultura e os acessórios são as minhas paixões. É esse tripé que mantém meu equilíbrio".

Regina Menezes
 

A jornalista e artista plástica Regina Menezes cresceu vendo o pai, Benigno Menezes, também artista plástico, trabalhar em seu ateliê que ficava junto a casa. "Me lembro dele sempre com roupas manchadas de tinta, cantando e pintando. Eu cresci limpando os pincéis dele. Aquilo tudo fazia parte da minha rotina, da minha vida. Além disso, meu pai também fazia cenários de teatro, afrescos e esculturas. Mas, quando criança, eu questionava porque meu pai era diferente dos outros pais que trabalhavam fora de casa, de terno, gravata e maleta, chegavam para almoçar, saiam para trabalhar e tinham uma rotina normal de vida. Mal sabia eu que, num futuro não tão distante , também estaria enveredando para o mesmo caminho", comenta a artista. Regina Menezes é casada com Luiz Cordoni Júnior, mãe de Daniel, 22 anos, atualmente morando em Milão. É formada em Comunicação Social com habilitação em jornalismo, na Universidade Estadual de Londrina, turma de 1981. Fez pós-graduação em fotografia e em 1984 mudou-se para Curitiba. Ela relata sua trajetória. "Eu sempre tive uma ligação profissional muito forte com Londrina. Trabalhei na Folha de Londrina de 1977 a 1983, na FM Folha, como locutora, de 1979 a 1982 e já casada, me mudei para Curitiba, onde trabalhei no SIR - Laboratório de Som e Imagem, de 1984 a 1986. Fazia locução e imagem. De 1985 a 1990 fui apresentadora do jornal da Rede Paranaense. Escrevia para O Estado de São Paulo e Veja Paraná. Quando retornei à Londrina, em 1992 assinava uma coluna de artes na Folha de Londrina. Já gostava de artes, era algo muito forte na minha história de vida. Também trabalhei no SBT apresentando o TJ Paraná e fui colaboradora das revistas Casa Cláudia e Arquitetura e Construção durante muitos anos, além de dar aula de fotojornalismo. A pintura começou a tomar conta da minha história de vida em 1991. Em 2001 parei com o jornalismo, locução e textos para me dedicar à arte. Ainda assim dei aula até 2004. E no ano seguinte optei exclusivamente pela pintura, escultura e acessórios", conta. A arte foi consolidada de fato na vida de Regina depois de anos de terapia, ainda em Curitiba. "Minha terapeuta foi quem me despertou. Eu questionava a arte, não deixava ela fluir. Estava lá guardada dentro de mim, esperando uma oportunidade. Quando fiz essa descoberta, lembro que chorei muito. Aí veio à tona que desde criança eu rabiscava tudo onde estava, desenhava minhas roupas, meus sapatos. Sempre fui muito ansiosa, super ativa, nada bastava para mim. E até hoje é assim. Tem dias em que começo a pintar às 8 da manhã e vou até de madrugada. Tenho fôlego, nem canso", revela a pintora que desde a sua "descoberta" começou a visitar museus, ateliês e a estudar. Em Londrina foi pupila da professora Yoshiya. "Fiquei no grupo dela de 1993 a 1994. E fiz workshops com Letícia Faria, ambas me incentivaram. Fui atrás de outros artistas, daqui e São Paulo. Eu precisava entender o processo criativo deles, fazia entrevistas. E constatei que cada pessoa tem um processo diferente, tem sua forma particular". Segundo a artista plástica pintar revela a versão do mundo. "Costumo dizer que quando pinto é como se estivesse desnuda, sem máscaras. É a minha expressão mais íntima. O meu melhor trabalho sempre será o próximo a fazer. É uma armadilha saudável que me faz levantar todos os dias", comenta. Suas telas e esculturas têm uma linguagem urbana, contemporânea. "Não me prendo a títulos, nem escolas. Existem influências, claro, mas quando assino uma obra, deixo que ela flua naturalmente. E com os acessórios não é diferente. Sempre gostei de desenhar jóias para mim. Adorava rabiscar modelos. E sempre tive uma certa familiaridade com as ferramentas e com o manuseio, por freqüentar oficinas e ourives e foi assim que surgiu essa outra paixão. Comecei a assinar os acessórios e duas vezes ao ano lanço coleções fechadas. Para exportação, respeito o calendário dos compradores de fora, quando aqui é calor, lá é frio. Por aqui tenho minhas clientes fiéis. Trabalho não falta, ao contrário, sinto que preciso dar uma desacelerada, quero ter mais tempo livre para namorar meu marido", brinca Regina. "Meu filho atualmente reside na Itália, também quero estar mais com ele. Acho que chegou o momento de viajar mais, estar com os amigos, diminuir o ritmo de trabalho e celebrar mais a qualidade de vida", conclui.

 
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