Mariangela Hungria

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  Mariangela Hungria
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"Microbiologia e microbiologista para uma agricultura sustentável".

Mariangela Hungria
 

Mariangela Hungria é formada em Engenharia Agronômica, em 1979, na Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (ESALQ, USP), em Piracicaba (SP). Tem mestrado na mesma instituição e doutorado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), em Seropédica, Rio de Janeiro. Pós-doutorado na Cornell University (EUA), University of California-Davis (EUA) e na Universidad de Sevilla (Espanha). Nasceu em São Paulo, mãe de Ana Carolina e Marcela Hungria Lima, 39 anos. Chegou em Londrina em 1991, aqui traçou sua vida profissional: "Desde criança gostava de biologia, muito influenciada pela avó, que era professora de Ciências. Com paciência, minha avó fazia várias experiências comigo no quintal, particularmente com plantas e com solo, despertando minha vocação. Aos oito anos me presenteou com o livro "Caçadores de micróbios", de Paul de Kruif, sobre a vida de microbiologistas. Não parei de ler, varei a noite e de manhã não tinha mais dúvidas, queria ser microbiologista. Mas não queria a área de medicina, teria que ser uma combinação de microrganismos e natureza", recorda. Determinada a seguir a carreira científica, conta que iniciou em 1980, quando fez mestrado em Solos e Nutrição de Plantas, na ESALQ (USP). "Depois fui fazer doutorado na UFRJ, em Seropédica, RJ, em 1982. E, nesse mesmo ano, fui contratada pela Embrapa, em 01/12/1982. Foi meu primeiro e único emprego". Sempre em busca de aprimoramento, não deixa de participar dos congressos da Sociedade Brasileira de Microbiologia e da Sociedade Brasileira de Ciência do Solo. No Exterior atua em vários eventos. Pretende trabalhar muito e revela que as expectativas para o futuro da profissão se voltam para um projeto do qual é líder, no Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia, com linhas de pesquisa em microrganismos que irão trazer grande impacto para a agricultura. "Também quero continuar meu trabalho no Exterior. Sinto-me realizada por ser a única consultora da América do Sul em um projeto com microrganismos na África, pela Fundação Bill & Melinda Gates", diz. Relembra as experiências profissionais e os desafios que enfrentou ao longo da carreira, salientando as teses, o trabalho no Exterior, o grupo de pesquisa que montou em Londrina. "Meu maior desafio foi iniciar o trabalho na Embrapa Soja, em Londrina. Eu pertencia ao Centro de Agrobiologia da Embrapa, no Rio de Janeiro e havia passado pouco mais de três anos nos Estados Unidos, durante o pós-doutorado. No Rio de Janeiro contava com o maior grupo de microbiologia do solo do Brasil e, em Londrina, sabia que estaria sozinha para iniciar um laboratório. Na época, minha motivação principal era a de mudar para uma cidade com escolas de excelência para minhas filhas. Mas iniciar do zero, sendo bem treinada, com conhecimento, mas sem suporte financeiro para equipar o laboratório, sem conhecer ninguém, foi o maior desafio que já enfrentei. Muita luta, muito trabalho, noites e fins de semana fazendo todos os projetos possíveis para equipar o laboratório, estabelecer conexões com universidades, agricultores. Sem dúvida foi meu maior desafio", comenta.

 
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